Quais são as vantagens de se utilizar energia solar fotovoltaica?

Painel Solar– A principal vantagem desse tipo de energia é que ela não é poluente e nem se utiliza de meios e recursos finitos para a sua produção. Por isso é considerada uma energia limpa e sustentável.
– Os sistemas de produção de energia solar fotovoltaicas necessitam de manutenções mínimas e, em geral, possuem longa vida útil (superior a 25 anos).
– A energia solar é uma ótima opção para zonas remotas que não possuem acesso à rede de distribuição, já que a sua instalação não é trabalhosa e a sua fonte (a luz solar) está presente em praticamente todo o planeta. E muitas vezes as pessoas acham que o preço dos painéis solares é muito elevado mas, na realidade, essa é outra das grandes vantagens, porque se pode vender os excedentes à EDP e muitas vezes até ter lucro!

Quais as desvantagens do uso da energia solar fotovoltaica?

– A produção de energia poderá variar de acordo com o clima (como períodos de chuva ou neve), além do fato de a noite não haver nenhuma produção de energia, o que obriga os sistemas a disporem de uma forma de armazenamento da energia produzida ao longo do dia, além de mudanças no padrão de consumo das famílias (como passar a utilizar mais os aparelhos eletroeletrônicos em períodos de produção de energia)
– Países que se localizam em latitudes médias e altas sofrem quedas de produção no período do inverno, assim como locais com frequente cobertura de nuvens
– As formas de armazenamento de energia solar são pouco eficientes se comparadas aos combustíveis fósseis e outros mais poluentes.
Como pode notar, a energia solar já é uma realidade em diversos locais. Pensa em dispor de um sistema fotovoltaico em seu lar ou empresa? Se sim, existem opções muito boas em Portugal, perca um pouco de tempo e peça uns orçamentos!

Seminário “Iluminação Pública – Cadastro Municipal”

Iluminação públicaEsta é uma temática da actualidade, no que à energia diz respeito. Neste momento o tema já foi discutido nas regiões Norte, Centro e Sul, e Sintra foi eleita a cidade para o debate na região da AML. O Seminário desenrola-se com o apoio do Centro Português de Iluminação e  contando com oradores de renome, Eng.º Vitor Vajão e Eng.º Alberto Van Zeller.
O crescimento demográfico verificado nas últimas décadas exige o desenvolvimento da rede viária com uma hierarquia própria e ajustada aos usos. Desse crescimento resulta a necessidade de dotar o território com uma rede de Iluminação Pública adequada, o que se traduz numa considerável melhoria da imagem territorial, incrementando o turismo, comércio e lazer, sempre tendo em conta o uso eficiente e racional de energia eléctrica.
É neste contexto que surge a necessidade de ter o conhecimento profundo e absoluto do estado actual da rede de Iluminação Pública. Para tal Sintra está a elaborar o Cadastro Municipal. Procedendo-se ao levantamento de informação da totalidade das luminárias existentes no concelho e desenhando-se um sistema de informação geográfica que possibilite a análise espacial da informação, através de uma base de dados robusta com vários níveis de características técnicas dos equipamentos instalados. Com recurso à tecnologia SIG é possível de forma intuitiva ter acesso rápido a informação como: quantidade de luminárias, estado de conservação, classe de alturas, modelo, potência, lâmpada, mapas, identificação do PT e circuito.
Com este Seminário pretende-se mostrar ao público o Guia de Boas Práticas para a elaboração de um Cadastro Municipal de IP, documento elaborado pelo Centro Português de Iluminação, bem como o Caso de Estudo de Sintra.

PLANO ENERGÉTICO DE SINTRA

Sources-of-Renewable-Energy1
Porquê um plano energético municipal

Porque um município é:

– Um grande Consumidor de Energia;
– Um agente que pode agir no mercado da oferta e procura de energia;
– Um agente de referência junto dos Consumidores de Energia.
Objectivo
– Saber: ONDE, COMO, PORQUÊ e QUANDO a ENERGIA é utilizada em SINTRA.
– Fornecer ao Município de Sintra os elementos e os instrumentos necessários à tomada de decisão para uma política energética municipal integrada.
– Definir acções para que Sintra seja um Município Sustentável na energia que consome.

Com:

Etapas para a Implementação do Plano Energético

– Análise da situação actual (ano de refª.: 2001);
– Evolução da procura e oferta de energia (1991-2001)
– Análise das oportunidades de economia de energia;
– Avaliação do potencial de energias renováveis (ER);
– Análise de integração das ER e medidas de URE;
– Avaliação da procura e oferta de energia a partir de cenários macro-económicos e do PDM (até 2021);
– Programas de acção e recomendações;
– Observatório dos indicadores energéticos.

Análise da situação actual (ano Refª: 2001)
– Arqueologia das energias renováveis (azenhas, moinhos, aerobombas, etc.);
– Avaliação das condições de oferta e procura de energia por tipo, por sector de actividade e por utilização;
– Determinação de indicadores de eficiência energética.

Evolução da procura e oferta de energia (1991 – 2001)
– Organização, síntese e análise da informação existente;
– Balanço energético.

Análise das oportunidades de economia de energia
Nos sectores:

renewable-energy-02
Residencial;
– Terciário residencial (Hotéis, Colégios internos, etc.);
– Terciário serviços;
– Industrial;

Avaliação do potencial de energias renováveis
– Avaliação de biomassa sólida (lenhas e resíduos vegetais lenhosos);
– Avaliação de biomassa líquida (Biodiesel de óleo alimentar usado);
– Avaliação de biomassa gasosa (biogás de ETAR e RSU);
– Avaliação de potenciais micro-hídricas;
– Avaliação de potenciais centrais eólicas;
– Avaliação do potencial de energia solar em edifícios.

Análise de oportunidades de URE* e da integração das ER**
Estudos de Casos:
– Identificação de medidas de URE utilizações de Energias Renováveis e medidas de.
– Análise técnica e económica

*Utilização Racional de Energia;
**Energias Renováveis.

Avaliação da procura e oferta de energia até 2021
– Configurações do sistema energético para cada cenário macroeconómico e de desenvolvimento definido no PDM;
– Impacto económico e ambiental das configurações.

Programas de acção e recomendações
– Propostas de medidas e regulamentos para a Utilização Eficiente da Energia;
– Propostas de medidas e regulamentos para a Utilização de Energias Renováveis;
– Análise das implicações:
Técnicas
Económicas
Sociais
Ambientais

Observatório dos indicadores energéticos
Avaliação das Acções no Terreno

Acompanhamento por:
– Técnicos da CM Sintra
– Vereador da CM Sintra

A Agência

afavA Agência Municipal de Energia de Sintra (AMES) é uma Associação sem fins lucrativos, criada com o apoio da União Europeia e da Câmara Municipal de Sintra em 1997. O seu objecto social é o de fornecer um serviço público à população, agentes económicos e instituições do concelho de Sintra e , especialmente, dar apoio à Câmara Municipal de Sintra na definição de uma política energética para o concelho. Reconhecendo que os meios urbanos são centros de grande intensidade energética, o objectivo da sua criação e o seu apoio financeiro pela Comissão Europeia e autarquia local foi a de possibilitar a existência de um ” instrumento para a gestão da energia que integrasse as restantes componentes da política local de forma a contribuir para a prossecução dos objectivos globais do ambiente “.
OBJECTIVOS DA AMES
Conjugar e coordenar com as unidades orgânicas e as empresas municipais, políticas de utilização racional de energia e de utilização de energias renováveis;

Promover relações de cooperação com outras entidades públicas e privadas, visando o desenvolvimento técnico e económico do sector energético, com a máxima rentabilização dos recursos energéticos endógenos.

FINALIDADE DA AMES
Contribuir para a utilização racional de energia, a conservação de energia, a gestão ambiental e o melhor aproveitamento dos recurso energéticos nos sistemas de produção, transporte, distribuição e consumos.

turbines
PAPEL DA AMES
Auscultar necessidades locais e regionais, privilegiando o contacto directo e a animação de projectos energéticos;

Elaborar estudos de viabilidade técnica económica;

Apoiar e elaborar projectos de candidatura no âmbito do POE/MAPE;

Organizar e difundir informação de interesse para as populações no domínio da sua actividade;

Participar na formalização da política de transportes e a regulamentação da construção e remodelação de edifícios na perspectiva do comportamento térmico acústico;

Promover a gestão e valorização de resíduos, apoiando as medidas eficientes de reciclagem e reutilização;Divulgar informação sobre legislação, regulamentos e normas, aproveitamento de recursos naturais projectos de sucesso já implementados.
ENQUADRAMENTO DA C. M. DE SINTRA

  • A diversificação de fontes de energia primária;
  • Substituição dos combustíveis fósseis;
  • A redução da dependência energética do país;
  • A minimizarão dos efeitos nocivos no ambiente;
  • A fixação das populações;
  • Desenvolvimento regional e local;
  • A criação de emprego;
  • A Redução do risco de incêndios florestais.